Pensando alto: Amor de ficção

amor de ficção

“Fiquei observando seu rosto, completamente fascinada. (…) Os cabelos negros e encorpados caíam na testa, fazendo um contraste perfeito com a pela clara. Os olhos pretos como carvão, de alguma forma refletiam raios prateados. O nariz reto lhe dava personalidade. As bochechas esticadas sobre os ossos do rosto e o queixo reto o deixava com um aspecto másculo.” Era impossível não ficar estática diante de alguém assim. Imagina, conhecer uma pessoa que não tem apenas a beleza ao seu favor, mas também os gestos mais nobres que nem mesmo a realeza pode sustentar. Foi nesse exato momento que eu tive a certeza, esse é o amor da minha vida! O retrato da perfeição. Se ele me pedisse para casar eu já estaria no altar. Só seria mais perfeito se ele fosse real. O sorriso cativante, a beleza estonteante, a coragem de um herói, a bondade que fascina, a gentileza que conquista, o olhar que apaixona. Todas essas qualidades estão ali, bem na minha frente. Seja um Lord inglês daquele romance de época, o garoto de sorriso largo do filme de romance, ou o anti-herói da série de tv que conquista a todos pelas suas contradições. É loucura querer se transportar para dentro da história e dizer: – Ei querido, cheguei. Vamos casar por favor?! Então percebi, o que estava acontecendo comigo, eu estava apaixonada por um personagem. Aquele sentimento que bate durante a ressaca pós livro ou depois daquela cena do filme. Mas será que isso é possível? Se apaixonar por alguém que não existe? Não é só possível, como é muito provável. Quem nunca passou por isso? É mais do que natural, afinal são páginas e mais páginas construídas para te fazer ficar encantada. Por que a realidade não pode ser assim? É pedir muito querer um Mr. Darcy só pra mim? Mas a vida não é um livro, e o “cara perfeito” não está descrito em uma página. Na verdade, nem precisa ser perfeito, mas bem que podia ser encantador como o da série. Mas enquanto não encontro o “cara real” vou continuar me apaixonando pelos da ficção, a final um amor de ficção nunca fez mal a ninguém.

Por julieta: Camila Matias

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