Livro: A Última Carta de Amor

CAPA-A-Última-Carta-de-AmorTítulo: A última carta de amor

Autor: Jojo Moyes

Editora: Intrínseca

Número de páginas: 378

Lançamento: 2012

Pontuação: ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

 

Sinopse: Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Jojo Moyes, mais uma vez, desperta nossa atenção e tira nosso fôlego com uma história de amor arrebatadora, ou melhor, duas histórias, nos fazendo mergulhar na vida dos personagens e nos prendendo até a última página. Confesso que eu “comi” o livro rsrs. Como eu já havia lido outros dois livros de Moyes – Como eu era antes de você e Um mais um (próxima resenha!) – já sabia que não podia esperar menos que o melhor desse livro.

A trama possui duas protagonistas – Jennifer Stirling, que vive na década de 60, e Ellie Haworth, que vive nos anos 2000. O livro é dividido em três e a maior parte dele gira em torno de Jennifer. Quando comecei a ler achei meio confuso, já que os capítulos vão se alternando em como era a vida de Jennifer antes e como ficou depois do acidente, então é bom prestar um pouco mais de atenção para entender a história. Mas mesmo assim, a leitura não é difícil, é leve e fácil de se situar nessa questão do tempo. Uma coisa que também chamou bastante minha atenção é que entre um capítulo e outro vem trechos de cartas, mensagens de amor de pessoas que própria autora pesquisou para acrescentar ao livro.

Estarei na plataforma 4, às 19h15, sexta – feira à noite, e nada no mundo me faria mais feliz do que você encontrar coragem para vir comigo.

Saiba que você tem meu coração, minhas esperanças, em suas mãos.

Seu, B.”

A história fala sobre as idas e vindas do amor, sobre traições e sentimentos que podem durar o resto da vida e as “loucuras” que fazemos para viver tais paixões. A autora também nos presenteia com duas personagens distintas e como o papel da mulher na sociedade mudou com o passar dos anos. Além disso, Jojo Moyes consegue fazer com que essas duas mulheres se cruzem, mudando o rumo de suas vidas para sempre.

Super recomendo o livro e garanto que a leitura será ESPETACULAR!!!!!!

 

Por Julieta: Renata Guimarães

Livro: O Rouxinol

91rxk2tvYJL._SL1500_Título: O Rouxinol

Autora: Kristin Hannah

Gênero: Ficção

Lançamento: 2015

Páginas: 432

Editora: Arqueiro

Pontuação: ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

Sinopse: “França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despede do marido, que ruma para o fronte. Ela não acredita que os nazistas invadirão o país, mas logo chegam hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escurecem os céus e despejam bombas sobre inocentes. Quando o país é tomado, um oficial das tropas de Hitler requisita a casa de Vianne, e ela e a filha são forçadas a conviver com o inimigo ou perder tudo. De repente, todos os seus movimentos passam a ser vigiados e Vianne é obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. Isabelle, irmã de Vianne, é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Enquanto milhares de parisienses fogem dos terrores da guerra, ela se apaixona por um guerrilheiro e decide se juntar à Resistência, arriscando a vida para salvar os outros e libertar seu país. Seguindo a trajetória dessas duas grandes mulheres e revelando um lado esquecido da História, O Rouxinol é uma narrativa sensível que celebra o espírito humano e a força das mulheres que travaram batalhas diárias longe do fronte. Separadas pelas circunstâncias, divergentes em seus ideais e distanciadas por suas experiências, as duas irmãs têm um tortuoso destino em comum: proteger aqueles que amam em meio à devastação da guerra – e talvez pagar um preço inimaginável por seus atos de heroísmo.”

Se eu tivesse que definir esse livro em apenas uma palavra, seria… Bom, não seria nenhuma! Qualquer adjetivo seria pouco. Kristin Hannah é uma autora veterana e especialista em tratar de laços familiares, amorosos e de amizade. O Rouxinol foi o primeiro livro que li de Hannah e fiquei apaixonada! Então, vamos à resenha!!!

Vianne e Isabelle Rossignol são irmãs que passam por problemas que acabam as afastando. Primeiro, Julien, seu pai, é convocado para na lutar na 1º Guerra Mundial, e volta um homem completamente diferente. Segundo, a mãe das duas morre, deixando o pai mais transtornado. Vianne, 10 anos mais velha, acaba ignorando Isabelle que, por sua vez, cresce se sentindo sozinha e pouco amada mas que não deixa sua personalidade forte e seu desejo de fazer a diferença de lado. Vianne conhece Antoine, com quem tem uma filha aos 17 anos e vai construir sua vida, o que a distancia mais de sua irmã. Isabelle é mandada para internatos, e cria dentro de sim sentimentos de revolta e abandono.

Alguns anos depois, já em 1939, começa a se espalhar pela França e pelo mundo rumores de umas 2º Guerra Mundial. Mas o que eram apenas rumores se transforma em um banho de sangue inocente e no avanço da tropas de Hitler sobre a França. Isabelle que acaba voltando a morar com o pai em Paris, após bombardeios, se vê obrigada pelo pai a ir embora e morar em Carriveau com sua irmã. Enquanto isso, Vianne recebe a notícia de que Antoine, seu marido, foi convocado para lutar na guerra. Muito antes de chegar onde a irmã mora, no meio de um engarrafamento de gente tentando se salvar, Isabelle conhece Gaeton, um guerrilheiro por quem se apaixona e decide se juntar a Resistência, realizando seu sonho de ser uma heroína assim como a ativista política Edith Cavell.

As luzes se apagam por toda a Europa; Nunca mais as veremos acesas.”

Sir Edward Grey

Uns dias depois, Vianne encontra Isabelle no celeiro de sua casa, sozinha – Gaeton a havia deixado durante a noite – e recebe a irmã. Quase ao mesmo tempo, Vianne é obrigada a aquartelar um oficial alemão em sua casa, tendo que submeter ao inimigo para sua sobrevivência e de sua filha, Sophie. Algo que Isabelle detesta. Do lado de fora, com a França toda ocupada, cartões de racionamento começam a ser distribuídos,  milhares de pessoas passando fome, algumas pessoas começando a serem chamadas para campos de concentração. No meio disso tudo, Isabelle consegue se juntar a um grupo que luta pela libertação da França, o que começou com apenas alguns folhetins sendo entregados, se transforma em algo grandioso podendo arriscar sua vida. Tais irmãs se veem em lados opostos de uma guerra e vivem uma verdadeira batalha dentro de sim para defender o que acreditam e pelo bem daqueles que amam. Notam o quanto são frágeis e o quanto a vida poder ser frágil. E percebem que os caminhos que trilham podem afastá-las ou aproximá-las.

Sorri para os dois, meus dois meninos que deveriam ter me alquebrado, mas que de alguma forma me salvaram, cada um à sua maneira. Por causa deles, agora sei o que é importante, e não é o que eu perdi. São as minhas lembranças. Feridas cicatrizam. O amor perdura. Nós continuamos.”

Neste livro, kristin Hannah criou personagens marcantes com uma história incrível. Teve momentos que eu sentia que estava lendo fatos reais. A forma como ela descreveu a guerra e o sofrimento das pessoas foram impecáveis e doloridos, tinha horas que eu queria gritar:“Meu Deus! Isso não pode estar acontecendo!” . Um dado interessante é que alguns poucos capítulos são narrados por uma das irmãs, porém só se descobre qual delas narra no final. E é legal ver como as mulheres devem ter tido um papel muito importante na guerra. O Rouxinol me fez refletir, pensar, chorar. Não é uma história somente para ser lida, é uma história para ser sentida. Para quem gosta de variar e sair um pouco do clichê, pode ler com tranquilidade, clichê zero. E a leitura, ah… essa daí é arrebatadora! O Rouxinol é mais do que recomendado!!!

Por Julieta: Renata Guimarães

Livros: A Rainha Vermelha

10838062_629184237215224_2824641707400954813_o Título: A Rainha Vermelha

Autora: Victoria Aveyard

Gênero: Ficção/ Distopia /Romance

Ano: 2015

Páginas: 424

Editora: Seguinte

Pontuação: ❤ ❤

“O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.
Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?
Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.”

 

Conheci A Rainha Vermelha assim que foi lançado. Confesso que uma das coisas que mais me chamou a atenção foram a capa, prateada com uma coroa ensanguentada, tenho um fraco por capas dramáticas e essa é maravilhosa rs, e claro sua história, que é uma distopia YA, trazendo uma sociedade dividida pela cor do sangue, sendo os de cor vermelha pertencente à plebe e os prateados à elite, elevada a uma categoria superior por conta dos poderes sobrenaturais que a define. Logo no primeiro capitulo conhecemos Mare, que narra toda a história, sua família e seu amigo Kilorn que vivem em condições precárias, assim como todos os “vermelhos”. A maneira desigual como são tratados vai ficando mais evidente ao passar da história, assim como os poderes dos “prateados”, que no começo seguiam uma narrativa um tanto confusa, mas logo essa sensação passa e vamos conhecendo cada um deles, assim como os príncipes Cal, Maven e toda a elite.

Há muito tempo ele nos chamou de formigas, formigas vermelhas ardendo sob a luz de um sol prateado”

Mare se mostra uma personagem bastante intrigante, porque mesmo em meio a muitas reviravoltas e acontecimentos decisivos ela tenta se manter firme em seus objetivos, o que é muito bom mas as vezes a deixa cega sobre coisas que acontecem a sua volta, como pequenas pistas que ela não repara. O romance na narrativa é bem sutil ficando em segundo plano, acredito que o objetivo da autora era realmente focar na causa vermelha e na elite, que de perfeita não tem nada. O que surpreende nesse livro é o fato da autora pegar elementos bem conhecidos das distopias atuais, e com isso construir uma boa mistura na história, o que proporciona um resultado bem agradável ao leitor.

Trocaram Mare por Mareena. A ladra pela coroa. Trapos pela seda. Vermelho por prateado. Esta manhã eu era uma criada; à noite, sou princesa”

Alguns aspectos até lembram um pouco A Seleção e As Crônicas de Gelo e Fogo, o que é muito bom. Enfim, super recomendo A Rainha Vermelha por ser uma leitura que me surpreendeu de uma maneira muito positiva, com um finalzinha de quero mais, e falando nisso já temos a continuação que se chama Espada de Vidro e um intermédio com dois contos que é Coroa Cruel os quais teremos resenha aqui no blog em breve. A Rainha Vermelha teve os direitos para cinema adquiridos pela Universal então vamos esperar o filme dessa história e que seja tão bom quanto o livro.

 

Por Julieta: Mayara Corrêa.

 

 

Livro: Doce perdão

download (2)Título: Doce Perdão

Autora: Lori Nelson Spielman

Gênero: Romance

Ano: 2015

Páginas: 325

Editora: Verus Editora

Pontuação: ❤ ❤ ❤ ❤ ❤

Sinopse: Hannah Farr é uma personalidade de New Orleans. Apresentadora de TV, seu programa diário é adorado por milhares de fãs, e há dois anos ela namora o prefeito da cidade , Michael Payne. Mas sua vida, que parece tão certa, está prestes a ser abalada por duas pequenas pedras… As Pedras do Perdão viraram mania no país inteiros. O conceito é simples: envie duas pedras para alguém que você ofendeu ou maltratou. Se a pessoa lhe devolver uma delas, significa que você foi perdoado. Inofensivas no início, as Pedras do Perdão vão forçar Hannah a mrgulhar de volta ao passado – o mesmo que ela cuidadosamente enterrou -, e todas as certezas de sua vida virão abaixo. Agora ela vai precisar ser forte para consertar os erros que cometeu, ou arriscar perder qualquer vislumbre de uma vida autêntica para sempre.

Este livro não conta mais uma daquelas histórias engraçadas ou muito emotivas. Apesar de conter algumas partes assim, ele é, na verdade, para refletir.

A história gira em torno da vida de Hannah Farr, uma jornalista apresentadora que tem seu próprio programa na TV e que namora Michael, o prefeito de New Orleans. Hannah é uma mulher como a maioria: quer crescer mais na sua carreira, casar, ter filhos. Porém, Michael só adia a proposta e só se importa com sua carreira e imagem. Aparentemente, a vida de Hannah é perfeita, mas ela guarda mágoas do passado que por mais que tente não consegue esquecer. Um certo dia, Hannah recebe uma figura marcante de seu passado, Fiona Knowles. Fiona e Hannah estudaram juntas, mas não eram amigas. Fiona maltratava Hannah, e esta garante que Fiona foi uma das pessoas que arruinou sua vida na adolescência. Vinte anos depois, Fiona lança o fenômeno das Pedras do Perdão, que consiste em mandar duas pedras para alguém que já se magoou, e se uma das pedras for devolvida significa que a pessoa magoada perdoou. Fiona, então, começa o ciclo enviando essas pedras para 35 pessoas e Hannah é uma delas, porém decide não perdoá-la de imediato. Umas boas semanas depois se passam – e põe boas nisso – e Hannah vê que as pedras estão fazendo sucesso e que muitas pessoas continuaram com o ciclo. É a partir daí que a vida de Hannah começa a mudar, já que o peso da culpa e do perdão retornam sobre sua vida. Mas você acha que é só de Fiona que Hannah tem raiva?! Posso dizer que não!

Você nunca vai construir um futuro enquanto não se reconciliar com o passado.”

Hannah também sente raiva de sua mãe, Suzanne, pois esta deixou seu pai, John, e ela para viver com outro homem, Bob. Sendo Bob, atual marido de sua mãe, que a molestou quando tinha 13 anos. Tudo isso deixou Hannah longe de sua mãe por 20 anos. Mas será que tais fatos são realmente verdade? Ou será que essas são as verdades que Hannah colocou em sua cabeça? Após um programa seu em que tudo é jogado no ventilador, Hannah se vê obrigada a remexer o que mais escondia: seu passado. E isso a faz voltar para Michigan, cidade onde vive sua mãe, para tentar ajeitar as coisas. E junto consigo leva as Pedras do Perdão e o medo de revirar sua história. Toda essa jornada a leva para uma pergunta: será que ela é a vítima de tudo o que aconteceu? Só lendo o livro para saber a resposta. Nessa caminhada, Hannah recebe o apoio de suas grandes amigas: Dorothy (mãe de seu ex-namorado com que tem uma grande amizade) e Jade (sua maquiadora no programa). E conhece pessoas que mudarão sua vida e vai perceber que precisará pedir perdão até para pessoas desconhecidas.

Agora me dou conta de que meu manto de raiva é, na verdade, uma colcha cheia de retalhos, e uma das emoções costuradas no tecido é o medo.”

Neste segundo livro de Lori Nelson Spielman, a autora nos faz perceber a importância do perdão – uma atitude que parece simples, mas nós sabemos bem como é a realidade. O livro conseguiu me prender do início ao fim. A leitura é leve, simples e reflexiva. E é muito interessante ver o caminho que Hannah percorre ao longo de toda essa trajetória. A autora escreve muito bem e conseguiu desenvolver cada um de seus personagens. Os personagens que não foram muitos desenvolvidos, posso garantir que você não dará falta, isso poderia tornar a leitura menos objetiva, enrolando demais. E apesar de Hannah ser a principal personagem, é o perdão que rouba a cena e nos mostra que a falta de perdoar e o peso da culpa são coisas que podem nos impedir de seguir em frente e, em vez de sermos luz, estamos sendo escuridão para nós mesmos.

Até que despeje luz sobre aquilo que o envolve em escuridão, você estará sempre perdido.”

Lembrando que, pode parecer pelo tema abordado, mas o livro não é de auto-ajuda rsrs. É uma história cativante e que te faz pensar. Eu super recomendo. Vale a pena a leitura!!!

 

Por Julieta: Renata Guimarães

 

Livros: Turma da Mônica – Laços e Lições/ Anúncio do filme

12309745_736247739840026_411456276172512082_oSemana passada na Comic Con Experience que aconteceu em São Paulo os fãs da Turma da Mônica receberam um grande presente, o anúncio da adaptação em live-action da hq Turma da Mônica – Laços da #GraphicMSP. Em 2012 foi lançado o projeto graphic msp da Maurício de Sousa produções. A palavra graphic vem do termo graphic novel ou romance gráfico, um estilo literário de se contar histórias em quadrinhos. O projeto consiste em contar histórias dos personagens já consagrados por Maurício de Sousa, só que feito por outros artistas brasileiros que tiveram a liberdade de dar seu estilo próprio as histórias. A primeira edição da Graphic MSP foi a história do Astronauta em 2012 em seguida o Turma da Mônica – Laços. Ao todo já são 10 edições do projeto e 4 já faram anunciados para os próximos anos.  Se você curte turma da Mônica e não vê a hora do filme chegar segue a baixo a resenha das duas edições da Graphic MSP  Turma da Mônica escrito por Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi.

Turma da Mônica – Laços

Sinopse: O Floquinho desapareceu. Para encontrar seu cachorro dturma-da-monica-la--ose estimação, Cebolinha conta com os amigos
Cascão, Mônica e Magali e, claro, um plano ‘infalível’. Em ‘Laços’, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi levam os clássicos personagens de Maurício de Sousa a uma aventura repleta de emoção, lembrança e perigos. 

É impossível não ficar encantado tanto com a história, quanto pelos singelos traços dos desenhistas Vitor e Lu. Aos leitores de carteirinha da turma da Mônica vai ser um pouco difícil se acostumar com o estilo tão diferente que os artistas deram a turminha, mas com o passar de algumas páginas ao se envolver com a história você passa a achar cada ilustração um deleite aos olhos. Turma da Mônica – Laços nos brinda não só com uma história com o ar de aventura dos filmes dos anos 80, mas também nos emociona com a forma em que introduz o subtítulo “Laços” em cada parte da história de forma diferente. Os laços estão desde a amarrar os cadarços até o afeto que sentimos pelos amigos, família e nosso animal de estimação. Ao longo da vida somos cercados por diversos laços que nos envolvem e dão singularidade a nossa história. Estou ansiosa para ver essa história no cinema, ainda mais em live-action, a final só em ler a Hq, várias cenas me levaram aos filmes da infância, como O Menino maluquinho por exemplo.

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Turma da Mônica – Lições

msp-lic3a7oes-11-capaSinopse: Mônica, Cebolinha, Magali e Cascão cometem um erro grave na escola. Agora, terão que encarar as consequências. E elas não serão poucas! Depois do sucesso de Laços, os irmãos Vitor e Lu Cafaggi retornam aos clássicos personagens de Maurício de Sousa em Lições, mostrando o real valor da palavra amizade nesta Turma. 

Continuação de “Laços”, Turma da Mônica – Lições consegue ser tão emocionante e cativante quanto a primeira. Quantas lições aprendemos e temos que passar pela vida? Aqui os artistas Vitor e Lu introduzem o título com a lição que toda criança e até mesmo adulto passa pela vida, a lição de casa. E quem quando criança nunca fugia para não fazer o dever de casa? E principalmente, quem já se esqueceu de fazer o dever de casa? É exatamente isso que acontece com a turminha do bairro do Limoeiro, esquecer de fazer a lição de casa faz com que a turminha invente mais um de seus planos infalíveis para fugir do suposto castigo da professora, esse plano irá leva-los a conhecer as outras lições que a vida pode nos dá. Não fazer a lição de casa trás algumas consequências às crianças, mas o mais interessante são as lições desenvolvidas na história. Uma rejeição, a mudança de escola, novos amigos e amigos antigos, todas essas fases da vida nos trazem lições que precisamos aprender e que serão importantes para nosso futuro. A história tem várias referências a personagens da cultura pop e apresenta alguns personagens familiares aos leitores das revistinhas da Turma da Mônica. Com um final nada óbvio e um tanto realista, a história mostra que nem tudo sai como desejamos, mas a vida segue e as lições nos ajudam a sermos melhores.

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Os irmãos Vitor Cafaggi e Lu Cafaggi  dividiram a criação das Hqs da seguinte forma: Vitor ilustrou a turminha na idade de 7 anos, enquanto Lu ficou responsável pelos traços da turminha quando bebês, que alias são uma fofura . Os encadernados trazem extras muito legais da história e do momento de criação dos artistas, além de uma singela homenagem a ilustração original de Maurício de Sousa. São histórias envolventes e emocionantes, e nem sei como descrever a lindeza dos traços desses dois irmãos, cada página dava vontade de emoldurar de tão linda. Indicado para crianças de 8 a 80 rsrs. Vale muito a pena a leitura.  E que venha o Filme!!!

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Por Julieta: Camila Matias

Livros: Uma curva no tempo

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Título: Uma curva no tempo

Autora: Dani Atkins

Gênero: Romance/Ficção

Ano: 2015

Páginas: 235

Editora: Arqueiro

Pontuação:

Sinopse: A noite do acidente mudou tudo… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo.
Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim… Ou funciona?
A noite do acidente foi uma grande sorte… Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou.
Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

Em meio a um mar de livros na bienal, esse me chamou a atenção primeiro pela capa simplesmente linda e em seguida por uma  sinopse um tanto curiosa, mas confesso que nas primeiras páginas pensei ser mais um romance cheio de clichês, porém estava completamente enganada. Se tivesse apenas uma palavra para descrever esse livro seria fascinante. Tudo ocorre a partir de um acidente, um acidente que muda a vida de Rachel, nossa protagonista, ou devo dizer as vidas de Rachel. A história começa com sete amigos que estão se formando no colegial, felizes e esperançosos com a nova vida que esperam ter. Rachel, Jimmy, Matt, Sarah,Trevor, Phil e Cathy  vão comemorar a formatura em um restaurante local. Rachel é a típica garota tímida que tem a sorte de namorar o cara mais lindo e popular do colégio Matt, que apesar de toda beleza preserva uma leve competição com Jimmy, melhor amigo de Rachel. A noite parecia ser perfeita, até um carro desgovernado descer a ladeira e adentrar o restaurante exatamente em direção a mesa onde os amigos comemoravam. E é ali que tudo muda. Cinco anos depois vemos Rachel sozinha em Londres carregando em si diversas cicatrizes de um passado triste, tanto em seu rosto quanto em sua alma. Assolada por fortes dores de cabeça, sequelas do acidente, um pai muito doente, um emprego não tão bom assim e a culpa pela morte do amigo, a vida de Rachel não é a que ela sonhava há cinco anos atrás. Porém ao voltar a sua cidade natal, para o casamento de sua melhor amiga Sarah, Rachel é confrontada pelo passado, o que lhe causa um mal estar tão grande que a faz parar no hospital. Ao acordar tudo está diferente, a vida de Rachel está completamente mudada. Seu pai está ótimo de saúde, ela está noiva e seu melhor amigo Jimmy está vivo. E é aí que a história começa a levar e fazer o leitor mergulhar no grande mistério das vidas de Rachel. Em certo momento você está tão confuso quanto a personagem principal que tenta a todo tempo tentar entender o que aconteceu com ela, o por que não se lembra de nada dessa “nova vida” e por que suas lembranças são apenas os terríveis acontecimentos pós acidente. Além disso, Rachel insiste em provar a todos que aquela não é sua vida. Uma viagem no tempo? Uma dimensão paralela? Ou ela simplesmente está louca? Essas são as inúmeras questões que abarcam a história e o leitor. Dani Atkins, nos apresenta em seu primeiro livro personagens carismáticos e envolventes. Não tem como não se apaixonar pela amizade de Rachel e Jimmy, principalmente por Jimmy. Você fica desejando um amigo como Jimmy – compreensivo, companheiro, amável, sempre pronto a ajudar e dar tudo de si. Além de Jimmy outra personagem encantadora é Sarah, melhor amiga de Rachel, aquela melhor amiga que toda garota tem que ter. O livro é recheado de trechos fortes como uma noite chuvosa em um cemitério, uma perseguição no metrô e uma noite romântica em Londres que envolvem provocando no leitor um misto de emoção, agonia, desespero e até falta de ar rsrs . É incrível como a autora faz o leitor se sentir realmente dentro da história.  O que toda a saga de Rachel nos mostra é como muitas das vezes deixamos as oportunidades passarem por nós e cegos pelo momento não as agarramos, ou mesmo quando situações e acontecimentos podem nos fazer perder o chão e mudar o rumo de nossa história, porém, apesar de tudo a vida encontra uma forma de nos dar uma segunda chance de mudarmos nosso destino. Esse é um daqueles romances para ler com o lencinho do lado. Atkins sabe trabalhar os clichês de forma sutil com apenas o propósito de complementar a história. Um ponto negativo no livro são alguns personagens que nos são apresentados no início da história e que simplesmente somem ao longo dela, não são desenvolvidos nem mencionados, porém isso não afeta o desenrolar da trama. Uma leitura leve, envolvente e com um dos finais mais lindos que já li em um romance. Para descrever em uma só palavra esse  final seria: reconfortante. Uma das melhores leituras de 2015 que com certeza vai te deixar com aquela boa ressaca literária. Vale muito a pena a leitura!

Por Julietas: Camila Matias e Renata Guimarães 

Livros: A vida em tons de cinza

avidaemtonsdecinzaTítulo: A vida em tons de cinza

Autora: Ruta Sepetys

Gênero: Romance/Ficção

Ano: 2011

Páginas: 236

Editora: Arqueiro

Pontuação:

Sinopse: Lina Vilkas é uma lituana de 15 anos cheia de sonhos. Dotada de um incrível talento artístico, ela se prepara para estudar artes na capital. No entanto, a noite de 14 de junho de 1941 muda para sempre seus planos. Por toda a região do Báltico, a polícia secreta soviética está invadindo casas e deportando pessoas. Junto com a mãe e o irmão de 10 anos, Lina é jogada num trem, em condições desumanas, e levada para um gulag, na Sibéria. Lá, os deportados sofrem maus-tratos e trabalham arduamente para garantir uma ração ínfima de pão. Nada mais lhes resta, exceto o apoio mútuo e a esperança. E é isso que faz com que Lina insista em sua arte, usando seus desenhos para enviar mensagens codificadas ao pai, preso pelos soviéticos. A vida em tons de cinza conta a história de um povo que perdeu tudo, menos a dignidade, a esperança e o amor.

Se eu te pedisse para pensar em um dos acontecimentos mais horrendos da história humana com certeza você me diria que foi o nazismo, e realmente tenho que concordar. Mas a verdade é que além de cruel e devastador o nazismo e todo o terror do holocausto também esconderam outros acontecimentos tão horrendos da mesma época e não tão distante dali, a Ditadura Soviética e todo o horror dos campos de trabalho forçados dirigidos sob o governo de Stalin. Em 1941, a vida de Lina é completamente mudada. Uma menina cheia de sonhos passa a viver um pesadelo nunca imaginado. Sendo levada junto com sua mãe e irmão para um campo de trabalho soviético, Lina vive o horror de uma história abafada por um governo ditador e uma sociedade amedrontada pelos horrores daquela época. Lina é questionadora, incansável em buscar por respostas e por salvação, inconformada com a situação, ela quer voltar para casa e não irá desistir disso. Porém ao passar do tempo Lina percebe que em meio aos horrores a esperança e o amor são as estratégias para sobreviver.

Nós estávamos no fundo do oceano, mas ainda assim tentávamos alcançar o céu.

Lina encontra nas pessoas foça para continuar. Acaba então percebendo que existe pequenas alegrias em momentos de dor e até mesmo um primeiro amor em lugares inusitados. A vida em tons de cinza mostra que mesmo em circunstâncias desumanas e trágicas, mesmo perdendo tudo o que tem,vivendo com pessoas diferentes e amedrontadas, a fé, esperança e o amor nos geram força. A história de um povo que perdeu tudo, menos a dignidade, a esperança e o amor. Para construir os personagens de seu romance, Ruta Sepetys foi à Lituânia a fim de ouvir o relato de sobreviventes dos gulags. Este livro descreve uma parte da história muitas vezes esquecida: o extermínio de um terço dos povos do Báltico durante o reinado de horror de Stalin. Para Estônia, Letônia e Lituânia, essa foi uma guerra feita de crenças.

Esses três pequenos países nos ensinaram que a arma mais poderosa que existe é o amor, seja por um amigo, por uma nação, por Deus ou até mesmo pelo inimigo. Somente o amor é capaz de revelar a natureza realmente milagrosa do espírito humano. Ruta Sepetys

Uma história linda e emocionante que vale a pena ser lida e passada a diante

Por Julieta: Camila Matias